Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna (SC) em 1821 e entrou para a história como Anita Garibaldi, a Heroína de Dois Mundos: combateu ao lado dos farrapos na Revolução e depois nas lutas pela unificação da Itália.
O encontro em Laguna
Em 1839, com a expansão farroupilha a Santa Catarina e a criação da República Juliana, a jovem lagunense conheceu o italiano Giuseppe Garibaldi. Diz a tradição que foi amor à primeira vista — e aliança de armas: Anita aprendeu a cavalgar, atirar e comandar, lutando lado a lado com os republicanos.
Das batalhas à lenda
Anita participou de combates da campanha, incluindo episódios celebrados como a tomada de Laguna e a retirada épica em que, grávida, escapou do cerco imperial. Com a queda da Juliana, o casal partiu para o exílio: Montevidéu e depois a Itália, onde Anita lutou na defesa da República Romana.
O fim precoce e a memória
Anita morreu em 1849, aos 28 anos, em Mandriole, na Itália — e descansaria, décadas depois, no monumento do Janículo, em Roma. No Brasil, dá nome a cidades, praças e escolas; em Santa Catarina, sua terra natal a celebra como a maior heroína catarinense. Na Sessão Farroupilha, sua história é lembrada sempre que se fala da República Juliana — e das mulheres que fizeram a Revolução.
“Anita provou que a Revolução também se fez a cavalo, de saia e lenço — e de coragem.”
— Comissão Organizadora